segunda-feira, 31 de março de 2014

No plano internacional, Marco Civil é gol da democracia

Para entender a importância do Marco Civil, aprovado pela Câmara na semana passada, é bom prestar atenção no contexto internacional. O Brasil inaugurou a primeira lei que funciona como um "bill of rights", isto é, um rol de direitos fundamentais com relação à rede.

Isso gerou elogios de Tim Berners-Lee, o criador da web. Ele chamou o projeto de "o melhor presente possível para o Brasil e para os usuários globais da web". Na sua visão, é preciso criar uma "Magna Carta" da rede e todos países precisam de leis apontando na mesma direção que o Marco Civil.

Só que, infelizmente, não é isso que acontece. Mesmo países democráticos, como a Turquia, têm feito o contrário. O país aprovou em fevereiro uma lei que promove a censura da rede e entrega à agência de telecomunicações o direito de bloquear qualquer site ou conteúdo. Na semana passada, nada menos que o Twitter e o YouTube foram bloqueados. O presidente Recep Erdogan declarou publicamente: "Não entendo como pessoas de bom senso podem defender esse Facebook, YouTube e Twitter. Há todo tipo de mentiras lá."

Outros países seguem caminho parecido. Na China, a rede é totalmente controlada. Rússia e Índia têm aprovado leis para a internet restritivas e discriminatórias.

Com isso, a aprovação do Marco Civil torna-se ainda mais importante. Com o espaço perdido pelos EUA por conta do escândalo de espionagem, a lei brasileira é uma vitória alcançada em nome de todos os regimes democráticos. E também uma boa bandeira para o Brasil exibir ao participar do debate internacional sobre a rede.

Por Ronaldo Lemos, na Folha.

Pink Floyd vs Flamming Lips

Ouça as duas músicas ao mesmo tempo.
Um complemento, segundo a banda Flaming Lips.



Vale a pena. Um contexto diferente, uma terceira composição.
Uma tentativa de "Three-way-stereo"?
No mínimo ousado.

Saiu na Noize.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Comunicação Social em risco

(atualizado dia 20/03 às 10h00)

Como boa parte dos serviços no Brasil, as telecomunicações também são operadas por privatizações. Sendo assim, quem administra estes equipamentos e fornecem acesso às ferramentas de comunicação são empresas privadas (Vivo, Claro, Tim, Oi, entre outras).

O jogo político é apenas um intermediário entre duas esferas: a política e a comercial. No entanto, os donos (mesmo que sob concessão) atuam em benefício da própria empresa. Em tempo: benefício está ligado principalmente ao crescimento e à expansão. Para obter essa condição, lucrar é preciso.

Objetividade: entenda a Neutralidade da Rede


A internet é um instrumento que possibilita o ir e vir intelectual das pessoas. O impasse é sobre liberdade em detrimento do valor investido para tê-la. Você quer pagar para ter liberdade ou pagar para acessar a liberdade? Acredito apenas na comunicação livre.

Uma boa discussão foi realizada no Metrópolis, da TV Cultura, apresentado por Adriana Couta. O programa, que foi ao ar dia 16/03, alimentou com bastante clareza a discussão do tema, sobre o que é a internet atualmente e como interfere diretamente no nosso dia-a-dia.


 
No dia 19/03 pintou uma matéria mais esclarecedora ainda acerca do tema. Com autoria de Felipe Seligman, divulgada pela Agência Pública.

É importante principalmente por dar nome aos bois e lembrar que o assunto não é novo entre os envolvidos na Governança da Internet. Resgatando o histórico da Lei Azeredo, passando por fatos como a Lei Carolina Dieckmann e chegando, finalmente, à pauta casuística do Congresso, conseguimos desenhar com mais objetividade os interesses das Teles e quem faz o intermédio entre o Governo e as empresas de capital privado: o PMDB.

A leitura é obrigatória, ainda mais se levarmos em consideração que o Brasil será sede da Conferência Internacional sobre Governança Global da Internet, nos dias 23 e 24 de abril de 2014.

LEIA: Por trás da disputa política, a força das Teles - De olho no financiamento eleitoral, PMDB defende interesse das Teles no Marco Civil da Internet e se une à oposição para derrotar governo; projeto coletivo pode ficar desfigurado

terça-feira, 18 de março de 2014

sexta-feira, 7 de março de 2014

Zorn@60

Desse time excepcional, só conhecia Mike Patton (Faith No More, Tomahawk, Fantômas, Mondo Cane), Trevor Dunn (Tomahawk) e John Medeski (Medeski Martin & Wood). E foi numa indicação do Youtube que brilhou na minha tela esse incrível show.

Recomendo: música de raiz. Todos brincando com o tempo e buscando o extremo, seja na partitura, seja na improvisação. Além da qualidade e versatilidade musical, o show tem um caráter teatral, com uma iluminação quente e dramática. Outra coisa que me chamou atenção é a permanência de todos os músicos no palco. A banda conta com três vocalistas e todos permanecem na cena, revezando suas participações e interagindo com a banda.

John Zorn é o "regente" e, mesmo sem tocar seu saxofone, tem uma performance singular, às vezes até cômica. Ele é o compositor das canções desse show feito em 2013, na Polônia.

Confira: