terça-feira, 17 de setembro de 2013

Aprisionamento de mentes: isso sim é investir

Ontem (16), durante o trabalho, fui pego de "surpresa" com a seguinte notícia: SP construirá três complexos de prisões privadas. Onde está a surpresa? É inacreditável que um governo ouse ainda pensar nesse tipo de investimento. Porque para essa classe política, que completará 20 anos no comando da coisa pública paulista em 2014, pensar a juventude é investir em presídios.

Não há mais espaço para esse tipo de conduta: "Serão 3,3 mil vagas para o regime semiaberto e 7,2 mil no fechado, na Região Metropolitana de São Paulo. Os complexos terão unidades com capacidade para entre 500 a 700 presos", diz a matéria.

A PPP (Parceria Público-Privada) se faz útil pois é necessário ter "maior facilidade para contratar funcionários e mantê-los nas unidades". Ou seja, a iniciativa ainda trará benefícios para a sociedade, criando empregos e gerando oportunidades.

O futuro da população não é negócio, não pode ser comercializado por meio de consórcios públicos... milionários. Quantos presídios mais vamos precisar construir? Quantas grades mais os governos precisam estabelecer?

Enquanto isso, na Zona Sul paulistana, no final da Marginal do Pinheiros, depois da Ponte Octávio Frias de Oliveira, encontramos o projeto intitulado "Poesia contra a violência", incluindo jovens de escolas públicas no universo literário em plena efervescência e desenvolvido na própria região. "Eu acredito nessa coisa de formação do leitor, eu acredito nessa coisa de estar junto com os jovens", diz Sérgio Vaz.

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